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Visto E-2: engenheiro com cidadania europeia tem vantagens nos EUA

Visto E-2: engenheiro com cidadania europeia tem vantagens nos EUA

Um engenheiro com cidadania portuguesa e experiência em administração pode usar sua formação para fortalecer o pedido de visto E-2 nos Estados Unidos. Essa categoria de visto permite que cidadãos de países com tratado comercial com os EUA, como Portugal, invistam e administrem seus próprios negócios no país.

Como a formação pode ajudar no visto E-2

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, o visto E-2 é concedido a investidores que fazem um aporte substancial em uma empresa ativa e operacional nos Estados Unidos. Em 2023, foram emitidos mais de 40 mil vistos E-2 globalmente, conforme relatório oficial. A legislação não estabelece um valor mínimo fixo para o investimento, mas exige que seja proporcional ao tipo de negócio e suficiente para garantir sua viabilidade.

O advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional e sócio da Toledo e Associados, explica que a formação acadêmica e a experiência profissional são importantes na análise do processo. “Não basta apenas investir. O solicitante precisa demonstrar que terá um papel ativo e estratégico dentro da empresa. Se ele afirma que será gestor ou administrador, precisa comprovar qualificação técnica para exercer essa função”, afirma.

Perfil sólido

Nesse sentido, um profissional com duas graduações e uma trajetória consolidada pode ter um perfil considerado mais sólido. A imigração americana avalia se o investidor tem competência para executar o plano de negócios apresentado e se sua presença nos Estados Unidos é justificável do ponto de vista operacional.

Negócios compatíveis com o visto E-2 para engenheiros

Para um engenheiro, alguns modelos de negócios são mais compatíveis com o visto E-2. Entre eles:

  • Empresa de construção e reformas: O investimento médio varia entre US$80 mil e US$200 mil. O setor de remodeling, manutenção predial e construção leve é bastante utilizado para o E-2.
  • Empresa de gerenciamento de obras e projetos: O investimento médio fica entre US$70 mil e US$150 mil. A experiência técnica do engenheiro fortalece a justificativa de atuação direta no negócio.
  • Franquia de serviços técnicos ou construção: O investimento médio varia entre US$120 mil e US$300 mil. Redes especializadas em reformas, inspeções prediais, manutenção residencial e comercial são bem aceitas.
  • Empresa de desenvolvimento imobiliário: O investimento começa a partir de US$150 mil, podendo ultrapassar US$500 mil, dependendo do projeto.
  • Consultoria empresarial ou gestão operacional: O investimento médio varia entre US$60 mil e US$120 mil.

Marginalidade e impacto econômico

Toledo ressalta a importância de evitar o risco de marginalidade, um conceito previsto na legislação migratória americana. “O negócio não pode existir apenas para sustentar o investidor e sua família. Ele precisa gerar empregos e impacto econômico. Se for considerado marginal, o visto pode ser negado”, explica.

O visto E-2 é temporário, mas pode ser renovado enquanto a empresa permanecer ativa e lucrativa. Não é um green card automático, mas pode ser uma estratégia inicial para quem busca residência permanente.

Visto L-1: estrutura empresarial consistente

Em relação à possibilidade de usar uma empresa brasileira com anos de existência para o visto L-1, a análise depende da estrutura do negócio. Essa categoria é para transferir executivos ou gerentes de uma empresa estrangeira para uma filial nos EUA.

A legislação exige vínculo societário entre as empresas, atividade real, faturamento consistente e estrutura organizacional compatível com função gerencial ou executiva.

Não basta a empresa existir há anos. É preciso analisar faturamento, lucro, número real de funcionários e modelo operacional. Se não houver estrutura consolidada e movimentação expressiva, o risco de negativa é elevado.

— Daniel Toledo, advogado

Recomenda-se apresentar documentação contábil e estrutura societária para avaliação técnica antes de iniciar o processo. Em alguns casos, o E-2 pode ser mais viável que o L-1, especialmente para abrir uma nova operação nos Estados Unidos.

Para profissionais com formação técnica e experiência, o planejamento estratégico do visto é fundamental. A análise correta da categoria migratória pode evitar custos desnecessários e acelerar o projeto de internacionalização.

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