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IA transforma agências de viagem no Brasil, aponta especialista

IA transforma agências de viagem no Brasil, aponta especialista

A inteligência artificial (IA) deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade para as agências de viagem brasileiras. É o que aponta um artigo de opinião de Bruno Bazoti, fundador e CEO da Larian AI, que destaca como a IA está redefinindo a operação do setor.

Automação e otimização

Historicamente, as agências de viagem dependiam de processos manuais e conhecimento individual. No entanto, a digitalização acelerada do turismo exige uma nova abordagem. A IA surge como um fator de reorganização estrutural, impactando diretamente as rotinas mais trabalhosas.

Ferramentas de IA automatizam pesquisas de voos, comparam tarifas rapidamente, monitoram variações de preços, respondem a clientes em múltiplos canais e analisam históricos de vendas. Isso reduz o tempo gasto em tarefas operacionais, aumentando a consistência e a precisão.

Novas expectativas dos viajantes

A mudança também acompanha as expectativas dos viajantes. A 6ª edição da Pesquisa Global de Viagens de Negócios da SAP Concur revelou que 94% dos viajantes corporativos no Brasil usam ferramentas corporativas para reservas, e 71% preferem sugestões baseadas em IA.

Essa preferência indica que viajantes valorizam mais a curadoria, conveniência e relevância do que o excesso de opções. A capacidade de filtrar e recomendar informações tornou-se crucial.

IA como infraestrutura

As tendências apontam que a inteligência artificial vai redesenhar toda a cadeia do turismo, desde o planejamento até a experiência final, personalizando e reduzindo dificuldades. A pesquisa da SAP Concur ainda mostra que 14% dos viajantes corporativos brasileiros optariam por listas personalizadas por IA.

O papel do agente de viagens

A IA não elimina a função humana, mas a transforma. O agente passa de operador de sistemas a consultor estratégico, interpretando necessidades, construindo experiências e lidando com situações complexas.

Em outras palavras, a IA assume tarefas repetitivas, enquanto o profissional se concentra em negociação, relacionamento e personalização avançada.

Escalabilidade e redução de custos

A adoção da inteligência artificial responde às limitações das agências brasileiras, especialmente as de pequeno e médio porte. Soluções de IA tornaram-se acessíveis e escaláveis, proporcionando ganhos de produtividade, redução de custos e ampliação da capacidade de atendimento.

Nesse cenário, crescer significa operar melhor, com mais inteligência e menos desperdício. No setor de turismo, a IA se consolida como infraestrutura básica, complementando o conhecimento humano.

Tecnologia e conhecimento humano não competem, mas se complementam. Quem entender isso consegue oferecer serviços mais eficientes, personalizados e ágeis; quem adiar essa transição corre o risco de se tornar irrelevante em um mercado em que essas qualidades já não são diferenciais, mas exigências mínimas.

— Bruno Bazoti, fundador e CEO da Larian AI

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