Com a proximidade da Black Friday, o aumento nas compras online traz consigo um crescimento nos riscos de golpes e fraudes. A especialista em cibersegurança Mirella Kurata, CEO da DMK3, alerta para os perigos e oferece orientações para proteger seus dados.
Atenção redobrada na Black Friday
Em novembro, a Black Friday impulsiona o comércio eletrônico, mas também atrai golpistas. A urgência e a busca por descontos podem levar a decisões impulsivas e falta de atenção, tornando este período propício para ataques cibernéticos.
De acordo com a DMK3, os golpes mais comuns incluem sites falsos, phishing e roubo de dados. Criminosos criam páginas que imitam grandes varejistas ou enviam links fraudulentos via e-mail, SMS e WhatsApp para capturar informações confidenciais.
As tecnologias permitem que os cibercriminosos tenham estratégias digitais avançadas, mas o maior artifício explorado por eles ainda é a engenharia social, técnica que explora o fator humano, manipulando o usuário para que revelem informações ou executem ações que comprometem a segurança.
— Mirella Kurata, CEO da DMK3
Outras armadilhas virtuais
Além dos golpes em e-commerces, é preciso ter cuidado com falsos rastreamentos de pedidos, promoções irreais, perfis falsos e aplicativos de desconto não oficiais, que podem conter malwares para roubar informações.
Como se proteger dos golpes?
Para navegar com segurança e evitar armadilhas na Black Friday, Mirella Kurata lista sete medidas práticas de segurança digital:
- Pesquise o produto e o preço: compare valores em sites confiáveis e entre em contato com a empresa para identificar falsos descontos.
- Evite links compartilhados: mesmo que venham de conhecidos, links em redes sociais ou grupos podem ser falsos. Acesse o site diretamente pelo navegador.
- Use cartões virtuais ou intermediadores de pagamento: utilize versões temporárias do cartão ou serviços que garantem segurança nos pagamentos.
- Evite redes Wi-Fi públicas: redes públicas facilitam a interceptação de informações. Evite realizar compras, acessar bancos ou redes sociais nessas redes.
- Monitore as faturas: ative notificações do banco e controle suas finanças para identificar movimentações suspeitas.
- Certifique-se da segurança do site: confira o endereço do site, verifique selos de segurança e confirme se o domínio é o oficial da marca.
- Ative a autenticação em dois fatores: utilize esse recurso sempre que disponível para adicionar uma camada extra de segurança às suas contas.
Um exemplo de ataque comum para a Black Friday, que usa da engenharia social, poderia ser: a sua mãe entra em um link “contaminado” ao acessar um site falso que simula ser uma loja. Assim que ela abre, o malware presente no link invade o sistema do equipamento eletrônico dela, como o celular, e tem acesso à lista de contatos.
— Mirella Kurata, CEO da DMK3
Para aproveitar a Black Friday com tranquilidade e segurança, lembre-se que a conscientização é fundamental na luta contra o cibercrime. Estar informado e adotar boas práticas te protege de se tornar uma vítima de ataques virtuais.
A segurança digital começa na prevenção. Pequenas atitudes, como desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado ou mensagens do tipo “você precisa conferir a promoção agora” seguido de um link, podem evitar prejuízos significativos e proteger o consumidor de golpes cada vez mais sofisticados.
— Mirella Kurata, CEO da DMK3






