O uso de inteligência artificial (IA) na educação cresce rapidamente no Brasil. Um levantamento da Teachy, plataforma de IA para professores, mostra que quase 50% dos docentes brasileiros já utilizam a tecnologia em sala de aula em 2025. Em 2023, esse número era próximo de zero.
Adoção acelerada da IA
Segundo Pedro Siciliano, fundador e CEO da Teachy, os professores buscam na IA uma forma de otimizar o trabalho, engajar alunos e aprimorar o desempenho. “A tendência mostra que os professores estão buscando ajuda em seu trabalho, seja para poupar tempo, seja para engajar alunos e aprimorar seu desempenho. E, por meio da IA, é possível ver acontecer esses resultados”, afirma.
O relatório da Teachy indica que 81% dos professores que usam IA notaram um aumento nas notas dos alunos, e 77% relataram maior engajamento. A rede privada, que representa 32,7% das escolas, responde por um terço do uso de IA no país, ficando atrás apenas das escolas municipais (45%).
Riscos e desafios
Apesar do avanço, o uso de IA ainda é pouco estratégico e institucional. De acordo com o estudo, 87% dos professores não têm orientações claras sobre o uso da tecnologia. Apenas 13% recebem apoio de infraestrutura e 12% têm acesso a treinamentos. Essa falta de preparo pode trazer riscos para a educação.
Entre os principais riscos, destacam-se a falta de diretrizes pedagógicas, o uso inconsistente da tecnologia, a exploração limitada de funcionalidades avançadas e a desigualdade na experiência dos alunos.
IA Genérica vs. IA Pedagógica
Qualquer escola pode acessar ferramentas de IA genéricas, como chatbots, mas isso não garante resultados eficazes no ensino. Modelos gratuitos podem apresentar baixa precisão e maior risco de erros, enquanto os pagos podem ter custos elevados sem atender às demandas pedagógicas.
Vantagens da IA pedagógica
Uma IA pedagógica, por outro lado, é desenvolvida para compreender a linguagem e os objetivos da educação. Ela atua de forma alinhada às normas curriculares, cria atividades seguras e contextualizadas e oferece recursos prontos para uso em sala de aula.
De acordo com Pedro Siciliano, é fundamental que os recursos de IA destinados ao aprendizado sejam seguros e confiáveis para alunos e professores. “Atualmente, existem diversos recursos gratuitos de inteligência artificial e que qualquer pessoa, seja educador ou não, pode utilizá-la. Mas ao falarmos de um recurso que é destinado ao aprendizado, é fundamental que sejam seguros para os alunos e que deem confiança para professores”, explica.
A IA pedagógica oferece soluções adaptadas ao currículo, com linguagem adequada ao nível escolar, visuais refinados e conteúdo que requer apenas ajustes de tom e estilo pelo professor. Um chatbot genérico pode gerar uma lista simples de exercícios, enquanto uma IA pedagógica elabora uma lista inteligente com níveis de dificuldade ajustados, feedback automático para os alunos e materiais complementares para o educador.
O futuro da educação
A IA está se tornando um elemento transformador nas escolas, promovendo práticas pedagógicas mais criativas, inclusivas e centradas no aluno. Ao integrar dados, linguagem e personalização, a IA atua como catalisadora de inovação, conectando o potencial humano dos educadores às possibilidades da tecnologia.
O futuro da educação já começou e ele é moldado pela colaboração entre inteligência artificial e sensibilidade pedagógica.
— Pedro Siciliano, fundador da Teachy
A educação ganha novos contornos, mais dinâmicos, interativos e voltados à experiência do aluno. A IA tem o poder de reinventar o papel das escolas, impulsionando metodologias ativas, conteúdos personalizados e aulas mais engajantes.
Todos os dados utilizados são de estudos realizados pela Teachy.






