O mercado global está cada vez mais dinâmico e competitivo, o que exige que as marcas superem a comunicação racional e funcional para se destacarem. Atualmente, o consumidor busca experiências que emocionem e criem memórias duradouras. Ou seja, não basta oferecer um bom produto: é preciso criar ambientes imersivos, onde visão, som, aroma e toque se conectem, gerando pertencimento e diferenciação.
A importância das sensações na experiência de compra
A tecnologia é poderosa e necessária, mas alguns elementos da experiência humana são insubstituíveis. Uma pesquisa da Saïd Business School, da Universidade de Oxford, revelou que 82% dos consumidores globais esperam que mais de um sentido seja acionado durante a compra.
As sensações transformam transações em vínculos emocionais, o que gera vendas e fidelização a médio e longo prazo. Um toque na textura de um tecido, o peso de um objeto, ou um aroma que desperta memórias e emoções são experiências únicas e impossíveis de replicar digitalmente.
A tecnologia pode amplificar a experiência, mas não substitui a essência humana. Para as marcas que desejam explorar os sentidos em 2026, Marcia Assis, Gerente de Marketing da Pontaltech, destaca algumas tendências:
Tendências de marketing sensorial para 2026
1. Marketing multissensorial
Essa estratégia explora a integração dos cinco sentidos nas experiências de compra, ativando memórias e emoções que aproximam o cliente da marca. O objetivo é criar experiências memoráveis e enriquecidas que contribuam para a retenção e fidelização. Um exemplo clássico é o uso de fragrâncias exclusivas em lojas, que fazem com que os consumidores associem o cheiro à marca.
2. Experiências phygital
A fusão entre o físico e o digital cria uma experiência contínua e enriquecida, gerando acessibilidade e engajamento ampliado. Espelhos de realidade aumentada, quiosques interativos e eventos pop-up que se conectam a lojas online são exemplos que devem ganhar força em 2026.
3. Personalização sensorial via IA
A inteligência artificial (IA) permite que as empresas personalizem estímulos sensoriais em escala, com base no perfil e nas demandas do público-alvo. Isso gera um maior senso de proximidade e exclusividade com o consumidor, aumentando a relevância da experiência e a conversão de vendas.
4. Storytelling imersivo
Narrativas que envolvem comunidades em experiências coletivas geram senso de pertencimento e lealdade. Elas transportam o público para diferentes universos da marca, permitindo que vivenciem momentos em vez de apenas ouvirem uma história. Essa é uma ótima estratégia para fomentar lembranças emocionais que aproximem os consumidores da marca.
5. Sustentabilidade experiencial
Cada vez mais, os clientes preferem experiências que valorizam a preservação ambiental. Unir a sustentabilidade às ações sensoriais no marketing pode gerar um impacto ainda maior em 2026, fortalecendo a confiança na empresa.
A união entre tecnologia e humanização
Todas as tendências mostram que não se trata de priorizar o marketing sensorial em detrimento da tecnologia, mas sim de integrá-las nas ações internas. As ferramentas digitais devem ser aplicadas para personalizar, ampliar o alcance e facilitar as interações. A humanização precisa estar presente em cada ponto de contato, proporcionando um atendimento empático, experiências sensoriais e narrativas emocionais que destaquem a empresa em relação aos concorrentes.
Quando marcas unem dados inteligentes com experiências humanas autênticas, criam conexões que são, ao mesmo tempo, eficientes e memoráveis. As que negligenciam essa visão tendem a se tornar irrelevantes, perdendo engajamento, reduzindo a fidelidade e transformando consumidores em meros números.
— Márcia Assis, Gerente de Marketing da Pontaltech
Em 2026, o diferencial não será apenas automatizar melhor as ferramentas tecnológicas disponíveis, mas sim emocionar e criar experiências com conexão. Ignorar isso é renunciar à vantagem competitiva mais valiosa: a memória afetiva do consumidor.






