Com a chegada do período de férias, o bem-estar dos pets requer atenção redobrada. Mudanças de rotina, calor intenso e deslocamentos podem ser um risco para cães e gatos se não houver planejamento.
Planejamento é fundamental
A médica-veterinária Farah de Andrade, consultora da rede DrogaVET, oferece orientações práticas para tutores que pretendem viajar com seus animais ou deixá-los sob cuidados temporários. As dicas incluem informações sobre transporte, hospedagem, hidratação e proteção contra parasitas.
Um exame clínico completo antes da viagem ou da hospedagem é crucial. Ele permite identificar condições que, se ignoradas, podem comprometer a saúde do animal. Além disso, o check-up garante a atualização de protocolos preventivos importantes.
Um exame clínico completo antes da viagem ou da hospedagem permite identificar condições que ainda não se manifestaram, mas que podem comprometer a saúde do animal se forem ignoradas. Além disso, o check-up garante a atualização de protocolos preventivos importantes.
— Farah de Andrade, médica-veterinária e consultora da DrogaVET
Viagem com o pet: o que considerar?
Ao optar por levar o pet na viagem, é essencial confirmar se o local de hospedagem aceita animais, verificando o número de pets, espécies e portes permitidos. Também é importante verificar as exigências sanitárias e a infraestrutura disponível para recebê-los. Além disso, informe-se sobre a incidência de doenças locais, como leishmaniose e dirofilariose (verme do coração), que exigem prevenção antecipada.
Hospedagem e cuidadores
Nos casos em que o animal permanece sob cuidados de terceiros, seja em hotéis especializados ou com pet sitters, a escolha deve ser feita com antecedência. A orientação é permitir que o animal tenha contato prévio com o ambiente ou o profissional, reduzindo o estresse. Para gatos e cães com dificuldade de socialização, o atendimento domiciliar costuma ser mais indicado.
É importante deixar os contatos da clínica e do veterinário que acompanha o animal. Em caso de emergência, esse histórico clínico pode acelerar o atendimento e evitar complicações.
— Farah de Andrade, médica-veterinária e consultora da DrogaVET
Transporte seguro e confortável
Durante o deslocamento, o veículo deve estar climatizado e as paradas devem ser programadas para que o animal possa se hidratar e fazer suas necessidades com tranquilidade. O uso de caixa de transporte ou cinto de segurança preso ao peitoral é obrigatório e evita acidentes.
Vale lembrar que porta-malas e caçamba de veículos não são lugares para pets. Coleiras não são indicadas para uso com guia e cinto, pois, em caso de impacto ou freada brusca, podem causar estrangulamento, asfixia ou lesões na cervical. Deixe a coleira para colocar a identificação do pet e o peitoral para segurança durante o transporte.
O que levar na bagagem do pet?
Entre os itens indispensáveis para a bagagem do pet estão: ração ou alimentação para todo o período, comedouros, bebedouros, brinquedos e objetos familiares, cama ou manta de costume, coleira com identificação atualizada, guia, peitoral, medicamentos de uso contínuo ou preventivo, protetor solar veterinário, repelentes e antipulgas.
Ademais, a especialista acrescenta que, durante a consulta preventiva, o médico-veterinário pode indicar medicamentos de suporte, como antieméticos, antialérgicos, antitóxicos e ansiolíticos, conforme o perfil clínico do animal, reduzindo os riscos durante o período fora de casa.
Atenção às altas temperaturas
O calor excessivo é um fator crítico para cães e gatos, especialmente animais braquicefálicos, idosos, filhotes e portadores de doenças crônicas. Por isso, os animais devem ser mantidos em ambientes frescos e bem ventilados (a temperatura ideal é de aproximadamente 24 °C), com acesso à sombra e a superfícies frescas. A hidratação deve ser incentivada com água fresca trocada várias vezes ao dia. Para os gatos, fontes de água e pratos largos são boas estratégias para estimular o consumo.
O uso de protetor solar veterinário também deve fazer parte da rotina. A aplicação deve ser feita em áreas de pele mais expostas, como focinho, pontas das orelhas e abdômen. Além de prevenir queimaduras, o protetor solar contribui para reduzir o risco de câncer de pele.
As patas também merecem atenção. O contato com o chão quente pode provocar queimaduras e fissuras dolorosas. A orientação é realizar o teste do tato: se o responsável não conseguir manter a palma da mão no chão por mais de alguns segundos, o passeio deve ser adiado. Após o retorno, é recomendada a limpeza das patas com lenços apropriados e a aplicação de hidratante específico para pets.
Prevenção de parasitas
Calor e umidade favorecem a proliferação de parasitas como pulgas, carrapatos e mosquitos, aumentando o risco de infecções. Além de causarem desconforto e coceiras, esses vetores estão associados a doenças graves como erliquiose, babesiose, dirofilariose e leishmaniose.
Manter os protocolos preventivos com antiparasitários, vermífugos e repelentes é essencial. A manipulação farmacêutica permite ajustar a dose com precisão, combinar princípios ativos e escolher formas que favorecem a administração, como biscoitos palatáveis ou molhos saborizados. Isso melhora a adesão ao tratamento e reduz riscos ao longo da temporada.
A prevenção, mais do que um gasto, é um investimento em bem-estar e segurança para que as férias sejam realmente um período de descanso para todos.






