As redes sociais se transformaram em ambientes de consumo, concentrando toda a jornada de compra, desde a descoberta do produto até o pagamento. No Brasil, cerca de 150 milhões de usuários ativos utilizam essas plataformas, e o social commerce cresce até três vezes mais rápido que o e-commerce tradicional.
Dicas para impulsionar o consumo nas redes sociais
Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias e especialista em vendas online, oferece cinco dicas práticas para transformar as redes sociais em ambientes de consumo eficazes, com foco em comunidade, previsibilidade operacional e recompra. Confira:
1. Integre conteúdo, descoberta e compra
Eliminar etapas externas aumenta a conversão. Quanto menos cliques entre o interesse e o pagamento, maior a eficiência da venda.
2. Construa confiança com comunidade e recomendação
Creators, afiliados e clientes reais funcionam como extensões da marca. A prova social se torna o principal gatilho de decisão.
3. Opere com previsibilidade de oferta e entrega
Algoritmos priorizam marcas que sustentam a demanda. Estoque, logística e atendimento influenciam diretamente no alcance e distribuição.
4. Use dados e automação para estimular a recompra
CRM, WhatsApp e inteligência artificial permitem ativar a base existente, aumentando o ticket médio e a recorrência sem depender apenas de mídia paga.
5. Veja a rede como infraestrutura de negócio
Lives, afiliados, pagamento, atendimento e tráfego coexistem no mesmo ecossistema. “Quem trata rede social como infraestrutura constrói margem e previsibilidade”, afirma Sabrina Nunes.
Redes sociais como ambiente de consumo
As redes sociais atingiram um ponto de transformação no varejo digital. Plataformas que antes eram canais de divulgação agora concentram toda a jornada de consumo. De acordo com o DataReportal 2026, o Brasil possui cerca de 150 milhões de usuários ativos nas redes sociais, que consomem informação, entretenimento e produtos sem sair dessas plataformas.
Esse movimento explica o crescimento do social commerce, que avança até três vezes mais rápido que as lojas virtuais tradicionais, impulsionado pela integração entre conteúdo, influência e pagamento direto. A redução de etapas na jornada impacta diretamente a taxa de conversão.
As plataformas deixaram de ser apoio de marketing. Elas viraram o próprio ambiente de consumo. Quem ainda usa rede social só para aparecer está desperdiçando potencial de venda.
— Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias
A mudança é visível em plataformas como TikTok, Instagram e WhatsApp, que reúnem vídeo, busca, recomendação social e compras no mesmo fluxo. No TikTok, o conteúdo tem distribuição contínua, funcionando como mecanismo de descoberta e venda. Além disso, o algoritmo prioriza quem consegue entregar, atender e sustentar a demanda.
A lógica de distribuição considera fatores operacionais, como disponibilidade de produto, logística e experiência do cliente. Plataformas tendem a favorecer marcas que oferecem previsibilidade de entrega e capacidade de escalar. A rede social se tornou infraestrutura e, se a operação falha, o alcance diminui.
Um levantamento da NielsenIQ mostra que mais de 70% das decisões de compra no social commerce são influenciadas por vídeos de recomendação e creators, superando os anúncios tradicionais. A confiança se estende às comunidades, afiliados e produtores de conteúdo.
Nesse contexto, a construção de comunidade se consolida como ativo estratégico. Marcas que criam narrativas, causas e experiências tendem a gerar maior recorrência e ticket médio. As pessoas compram pertencimento, e quando isso acontece dentro da rede social, a recompra se torna natural.
A integração entre físico e digital também ganha relevância. Lojas, eventos e experiências presenciais alimentam o conteúdo online, enquanto as redes sustentam escala e conversão. O físico virou mídia, gerando história, prova social e conteúdo que circula no digital.
Para 2026, a avaliação é que as redes sociais se consolidam como o ambiente onde o consumo acontece. Quem entende isso constrói vantagem competitiva, enquanto quem insiste em tratar a rede como vitrine enfrentará custos maiores e menos controle.






