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Ineficiência na gestão pública custa US$ 68 bilhões ao Brasil, diz estudo

Ineficiência na gestão pública custa US$ 68 bilhões ao Brasil, diz estudo

A ineficiência na gestão pública brasileira acarreta um custo anual de US$ 68 bilhões, de acordo com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O debate sobre a eficiência da gestão pública ganha força em um momento em que estudos apontam que o Brasil perde entre 4% e 20% do PIB devido à má alocação de recursos e processos ultrapassados.

Impacto da má gestão

Uma estimativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que o país pode desperdiçar até US$ 68 bilhões ao ano, considerando ineficiências diretas e indiretas na administração pública. Além disso, pesquisas recentes da Fundação Dom Cabral sugerem que o impacto pode ser ainda maior, incluindo perdas de produtividade e oportunidades não aproveitadas.

Para o atual secretário de Planejamento de Santa Catarina, Fabrício Oliveira, discutir gestão pública é discutir futuro. Ele completa: “Não é apenas sobre gastar menos. É sobre gastar melhor. Cada real mal aplicado significa menos escola, menos saúde, menos dignidade para o cidadão”.

O Desafio Estrutural

Órgãos de controle também reforçam o diagnóstico. A Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União vêm identificando anualmente prejuízos que somam bilhões de reais em contratos, compras, convênios e obras públicas. Apesar de parte desses valores ser recuperada, o quadro revela um sistema que ainda opera abaixo do seu potencial.

O Brasil tem gestores talentosos, mas opera dentro de modelos criados para outra época. A máquina pública precisa ser redesenhada para entregar velocidade, transparência e impacto real. Não basta administrar: é preciso planejar, antecipar e liderar transformações.

— Fabrício Oliveira, secretário de Planejamento de Santa Catarina

Livro aborda o tema

O tema ganhou destaque após o lançamento do livro “Planeje o excelente, governe o possível e entregue o inimaginável”, em que Fabrício Oliveira revisita sua trajetória e os bastidores das decisões que transformaram Balneário Camboriú em uma das cidades mais valorizadas do país.

Na obra, ele narra a criação do Programa Abraço, referência no enfrentamento à depressão e ao suicídio, a abertura de um hospital público em 45 dias durante a pandemia e a liderança na maior obra de alargamento de praia da América Latina, realizada em plena crise sanitária.

O papel humano no serviço público

Para além das conquistas, Fabrício destaca que a transformação só acontece quando o gestor entende o papel humano do serviço público. Ele explica: “Uma cidade não muda apenas com obras. Muda quando o cidadão se sente visto, ouvido e protegido. É por isso que eficiência não é um conceito técnico — é um compromisso moral”.

Em meio ao cenário nacional de gastos mal aproveitados e sistemas complexos, a reflexão ganha relevância. Afinal, o debate sobre planejamento, liderança e responsabilidade pública não pertence apenas a governos, mas à sociedade como um todo.

Oliveira finaliza: “O Estado precisa ser capaz de entregar aquilo que promete. E, quando isso não acontece, quem paga a conta é sempre o mesmo: o cidadão”.

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