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Mercado imobiliário no interior: transição para 2026

Mercado imobiliário no interior: transição para 2026

O mercado imobiliário brasileiro sinaliza uma mudança de ciclo, deixando para trás um período defensivo e se aproximando de uma nova fase de expansão. Essa transição, embora sutil, reflete mudanças nos fundamentos que orientam as decisões de compra, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Sinais de retomada no interior

A expectativa de queda da Selic em 2026, a reativação seletiva do crédito habitacional e o deslocamento consistente da demanda para o interior são indicativos claros dessa transição. Em 2025, a intenção de compra de imóveis no interior paulista superou em 13% a média nacional, conforme levantamento da Brain Inteligência Estratégica.

Além disso, dados da ABRAINC revelam um crescimento de 26% nas vendas de imóveis novos. Tal cenário demonstra que a transição de ciclo já está em andamento, com compradores antecipando decisões frente às oportunidades.

Oportunidades e riscos

Daniel Pazinatto, diretor comercial da Antonio Andrade Urbanismo, destaca a importância de observar o mercado:

Adiar a compra à espera de condições perfeitas pode ser mais arriscado do que prudente. Quem compreende essa dinâmica hoje não aposta em projeções otimistas, apenas se posiciona antes que 2026 transforme expectativa em realidade consolidada.

— Daniel Pazinatto, diretor comercial da Antonio Andrade Urbanismo

Historicamente, a manutenção da intenção de compra em um cenário de juros altos indica uma reação rápida do mercado assim que as condições financeiras melhoram. A retomada de financiamentos de até 80% do valor do imóvel pela Caixa Econômica Federal em 2025, com perspectiva de ampliação gradual até 2026, também impulsiona o setor.

Desafios e resiliência

Apesar dos juros ainda elevados e das restrições de renda, o setor imobiliário demonstrou resiliência em 2025, impulsionado pela reorganização geográfica do consumo e pela demanda estrutural por moradia. O desafio reside na capacidade da oferta em acompanhar o deslocamento da demanda, especialmente no interior, onde se concentram população, empregos e investimentos.

Por fim, Pazinatto conclui:

O mercado atravessa uma transição silenciosa, sustentada por fundamentos concretos e não por promessas. A tendência histórica é de aumento da concorrência e valorização dos ativos caso a Selic caia e o crédito se expanda.

— Daniel Pazinatto, diretor comercial da Antonio Andrade Urbanismo

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