Home / Empreendedorismo / Volta ao mercado: como valorizar experiência empreendedora

Volta ao mercado: como valorizar experiência empreendedora

Volta ao mercado: como valorizar experiência empreendedora

A busca por uma recolocação no mercado de trabalho após uma experiência como empreendedor pode gerar dúvidas. Muitos profissionais que tentaram trilhar o caminho do próprio negócio se questionam sobre como apresentar essa vivência aos recrutadores. Tetê Baggio, fundadora da Be Back Now, explica como transformar essas experiências desafiadoras em competências valorizadas.

Enquadre a experiência como atuação profissional

De acordo com Tetê, quem empreendeu ou atuou como investidor no mercado financeiro deve evitar termos que transmitam improviso ou frustração. “O currículo não é lugar para desabafo. É um documento estratégico. Quando a pessoa escreve ‘empreendi’ ou ‘investi’, precisa mostrar competências e resultados desse período”, explica.

Nesse sentido, ela recomenda enquadrar a fase como “atuação autônoma”, “consultoria independente” ou “gestão de projetos próprios”.

Como destacar no currículo a experiência empreendedora

Para quem empreendeu, Tetê Baggio sugere descrições objetivas e orientadas a competências. “Mesmo que o negócio não tenha prosperado, houve aprendizado em gestão, negociação, estratégia, gestão de crise, tomada de decisão e execução. Isso é extremamente valorizado quando bem apresentado”, afirma.

O caminho é semelhante para quem tentou viver de investimentos. “Não se fala em ganhos ou perdas, mas em método, disciplina e análise. Gestão de portfólio, acompanhamento de indicadores e planejamento financeiro são algumas habilidades transferíveis para diversas áreas”, pontua.

A importância da narrativa na entrevista

Na entrevista de emprego, a especialista recomenda uma abordagem madura e direta. “O recrutador quer entender o que você aprendeu e como isso te torna um profissional melhor hoje. Quando a pessoa assume a experiência com clareza e mostra evolução, isso gera confiança”, diz Tetê.

Segundo ela, frases que demonstram autoconhecimento e foco no futuro costumam ter boa recepção. “Buscar um ambiente corporativo mais estruturado após empreender não é fracasso, é reposicionamento”, completa.

O que evitar ao abordar o tema

Tetê Baggio alerta que alguns discursos podem prejudicar o candidato. Criticar o mercado, demonstrar ressentimento ou tentar esconder o período fora do trabalho formal são atitudes que costumam soar como sinal de imaturidade profissional. “Transparência baseada em boa narrativa é sempre a melhor estratégia”, aconselha.

Quem empreendeu ou investiu lidou com risco real, tomou decisões sem manual e desenvolveu resiliência. Isso é soft skill de alto nível.

— Tetê Baggio, CEO e fundadora da Be Back Now

Com o discurso certo, o que parecia um desvio de rota pode se transformar em um diferencial competitivo e abrir portas para uma nova fase da carreira.

Marcado:

Deixe um Comentário