A advocacia está passando por uma grande transformação com o avanço da Inteligência Artificial (IA), que interfere diretamente na análise de provas, construção de estratégias e cálculo de riscos. Nesse cenário, o professor Alexandre Rodrigues lança o livro IA Aplicada ao Direito – Inteligência Artificial impulsionando e potencializando a advocacia pela DVS Editora.
Nova arquitetura mental de trabalho
Segundo o autor, PhD em IA e neurociências aplicadas aos negócios, a obra propõe uma ruptura com o modelo tradicional de atuação jurídica. Antes do lançamento, o livro já havia vendido mais de 500 exemplares em pré-venda para grupos de advogados, o que demonstra a demanda do mercado por soluções práticas alinhadas à nova advocacia.
O livro apresenta uma nova arquitetura mental de trabalho, baseada em simulação, validação, predição, detecção de inconsistências, organização estratégica da informação e construção de cenários jurídicos complexos com apoio da IA. Em vez de substituir o raciocínio humano, o objetivo é expandi-lo com rigor técnico e método.
Exercícios práticos e aplicabilidade
O diferencial do lançamento está no caráter prático, com mais de 50 exercícios operacionais. Eles são estruturados para aplicação imediata, garantindo usabilidade para qualquer profissional, independentemente do seu nível de conhecimento prévio em modelos de linguagem. As lições foram concebidas para funcionar em qualquer LLM disponível no mercado e não se restringem ao ChatGPT, garantindo autonomia tecnológica ao advogado.
Simulação de depoimentos e análise forense
Ao longo dos capítulos, o especialista ensina como utilizar modelos de linguagem para simular depoimentos e interrogatórios, testar versões narrativas de um mesmo caso, mapear contradições testemunhais, identificar padrões ocultos em documentos, detectar indícios de fraude, estruturar decisões estratégicas, validar hipóteses jurídicas e refinar argumentos sob múltiplas perspectivas. “O advogado deixa de ser apenas um produtor de peças e passa a operar como estrategista da verdade processual”, destaca Rodrigues.
Um dos pilares da obra é a metodologia MCRF (Mentor, Contexto, Resposta e Forma), criada pelo autor para elevar a qualidade da interação entre o jurista e a inteligência artificial. O método permite que a IA atue como extensão cognitiva especializada, reduzindo respostas genéricas e produzindo análises com profundidade jurídica.
Além disso, o livro aborda análise forense linguística de depoimentos, detecção de deepfakes e documentos adulterados, uso de OSINT para investigação jurídica, predição de cenários decisórios com lógica Bayesiana e Fuzzy, simulação de julgamentos, modelagem de riscos e estruturação de fluxos estratégicos de tomada de decisão.
A Inteligência Artificial amplia o jurista, mas não o substitui, pois exige domínio técnico, consciência ética e pensamento crítico elevado.
— Alexandre Rodrigues, PhD
Ética e limites da tecnologia
Outro diferencial da obra é a abordagem realista e ética sobre os limites da tecnologia. O autor trata de vieses algorítmicos, sigilo profissional, responsabilidade civil pelo uso de IA, riscos de manipulação e os impactos cognitivos da automação excessiva.
Com prefácios de Dr. Cristiano Ferreira e Dra. Miriane Ferreira, a obra se posiciona como referência para advogados que compreendem que o futuro da profissão será definido por quem domina inteligência estratégica, leitura de dados, simulação de cenários e gestão da informação. IA Aplicada ao Direito é um guia de transição de mentalidade: do advogado reativo para o advogado preditivo, analítico e estrategista.






