Educação Digital: Um colégio no Rio de Janeiro adotou uma abordagem inovadora para ensinar segurança na internet para crianças. A escola incluiu no currículo do 2º ano o livro lúdico “O Cibernauta e a Super Senha Secreta”, com o objetivo de promover o uso consciente da tecnologia, a proteção de dados e a segurança online.
Crescimento do acesso infantil à internet
A iniciativa responde ao crescente acesso de crianças à internet. De acordo com dados do Cetic.br, 82% das crianças entre 6 e 8 anos já estão online. O projeto inclui atividades interdisciplinares e busca o envolvimento das famílias no processo educativo.
A diretora Fabiana Torres explica a decisão da escola de antecipar esse debate essencial. “A escola tem um papel fundamental na formação integral do aluno. Antecipar a educação digital é uma forma de proteger, orientar e formar cidadãos conscientes, capazes de utilizar a tecnologia de maneira segura e responsável”, afirma.
Livro paradidático para o 2º ano
Tablets, celulares e jogos eletrônicos fazem parte da rotina infantil cada vez mais cedo. Por esse motivo, a educação digital deixou de ser um tema complementar e passou a ocupar um lugar central no debate pedagógico. Para enfrentar esse desafio, o Colégio Augusto Marques anunciou a adoção do livro “O Cibernauta e a Super Senha Secreta”, dos autores Daniel Meirelles e Eduardo Argollo, como título paradidático para as turmas do 2º ano.
Além disso, a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 (Cetic.br) revelou que o acesso à internet entre crianças de 6 a 8 anos atingiu 82% em 2024, quase o dobro em relação à última década.
Mediação do uso de telas
Como o celular é o principal meio de acesso e o uso ocorre principalmente em casa, a escola identificou a necessidade de oferecer uma mediação que nem sempre acontece no ambiente doméstico. A instituição busca transformar o que seria um risco em uma oportunidade de aprendizado lúdico. A proposta é que, antes mesmo que os alunos se deparem com situações de vulnerabilidade na rede, eles já dominem noções de proteção de dados e convivência ética.
Para Fabiana, a presença constante de telas dentro e fora de casa exige que a escola atue de forma preventiva, equipando a criança com o discernimento necessário para navegar com segurança.
Critérios de escolha do livro
A escolha pela obra de Daniel Meirelles e Eduardo Argollo não foi por acaso. A escola buscou um título que unisse rigor educativo a uma linguagem acessível para a faixa etária. Entre os critérios determinantes estavam a abordagem lúdica, o uso de personagens envolventes e a clareza ao explicar conceitos complexos, como a criação de senhas e a convivência digital.
O projeto será desenvolvido durante o 4º bimestre e contará com uma abordagem interdisciplinar que inclui:
- Leitura mediada e rodas de conversa;
- Produções textuais e artísticas (desenhos);
- Atividades reflexivas práticas sobre a criação de senhas seguras.
Envolvimento familiar
A instituição ressalta que o projeto não se limita ao espaço da sala de aula. As famílias serão envolvidas por meio de comunicados e reuniões, visando que a conversa de segurança digital seja replicada dentro do lar. “Nosso objetivo é fortalecer a parceria escola-família, mostrando que a educação digital deve acontecer tanto no ambiente escolar quanto em casa”, reforça Fabiana Torres.
A expectativa é que a leitura de “O Cibernauta” contribua para a formação de hábitos mais seguros e conscientes no uso da tecnologia, promovendo responsabilidade, cuidado e proteção no ambiente digital desde os primeiros anos da vida escolar.
Sobre o livro: “O Cibernauta em a Super Senha Secreta” utiliza uma abordagem lúdica para tratar de temas relacionados à segurança na internet e às boas práticas digitais. Criada por Daniel Meirelles, especialista em segurança da informação, e pelo economista Eduardo Argollo, a obra tem foco preventivo e busca introduzir, de forma acessível, conceitos essenciais para o uso ético e responsável da tecnologia na infância.






