A cibersegurança ganhou destaque na COP30, com a segurança digital se tornando central na estratégia do evento. O Grupo RG Eventos, liderado por José de Souza Junior, implementou o Centro de Inteligência Cibernética (CIC) da Green Zone.
A visão por trás do projeto
Em entrevista, José de Souza Junior detalha os bastidores da operação e a visão que guiou o projeto, que considera dados, método e inteligência como instrumentos de soberania.
A oportunidade surgiu durante uma reunião estratégica em Bonn, na Alemanha, na sede da UNFCCC, com o diretor de Tecnologia da SECOP, Milton Sampaio. Ficou evidente que a COP30 demandaria uma operação de cibersegurança compatível com sua relevância política, ambiental e simbólica.
Os dados são o ponto de partida e a referência. Mas eu enxergo esse passo inicial como a fundação de um principado digital. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
O Grupo RG Eventos já possuía experiência em operações complexas e investiu continuamente na construção de uma visão própria sobre cibersegurança aplicada a grandes eventos, não como um acessório tecnológico, mas como um elemento estrutural de governança.
O investimento contínuo em estudos ao longo desses anos não é um detalhe acadêmico. É acreditar no conhecimento — e, sobretudo, colocá-lo em prática. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
Desde o início, o projeto foi concebido sob o princípio da soberania tecnológica, integrando marcos regulatórios brasileiros, expertise qualificada e a ambição de deixar um legado que extrapolasse a COP30.
A influência dos parâmetros do MGI
Os parâmetros do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) foram cruciais na arquitetura do Centro de Inteligência Cibernética, garantindo racionalidade e disciplina ao projeto. Governança integrada, gestão de riscos, interoperabilidade e proteção de dados moldaram uma arquitetura em camadas, orientada à missão crítica.
Existe uma frieza necessária nesse tipo de operação. É como um xeque-mate: método, tempo e precisão. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
Cada ativo do ecossistema digital da COP30 foi mapeado, classificado e monitorado continuamente. A inteligência aplicada, a automação e a correlação avançada de eventos tinham como objetivo não apenas reagir, mas antecipar.
Não se trata de acumular ferramentas. Trata-se de transformar dados em decisão — e decisão em controle. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
A estrutura da equipe do CIC
A equipe do CIC contou com 15 profissionais, organizados como um organismo vivo, dividido em células especializadas, mas operando sob uma lógica única de inteligência. SOC, NOC, Threat Intelligence, Engenharia de Segurança e Coordenação Estratégica atuaram de forma integrada.
A autoridade técnica não se constrói com discurso. Ela se constrói com método, consistência e entrega repetida sob pressão. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
Além de monitorar, a equipe foi treinada para interpretar o contexto, correlacionar sinais e responder com clareza, mesmo em um ambiente temporário, dinâmico e sob escrutínio internacional.
Desafios técnicos da operação
O principal desafio foi implantar, em tempo limitado, uma estrutura de missão crítica em um ambiente temporário, com múltiplos fornecedores, milhares de usuários e uma superfície de ataque em constante mutação.
Ambientes temporários exigem decisões definitivas. Não há espaço para improviso quando o risco é sistêmico. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
O contexto amazônico impôs desafios adicionais de conectividade e logística, tornando a resiliência operacional um requisito absoluto.
Lições aprendidas para megaeventos
A principal lição da COP30 é que a cibersegurança deve nascer junto com o evento, e não ser adicionada posteriormente. Deve estar no mesmo nível estratégico da segurança física e da governança institucional.
Ferramentas não criam segurança. Processos maduros, pessoas preparadas e inteligência integrada, sim. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
A experiência também reforçou o valor de uma empresa brasileira liderando a operação, com domínio regulatório, técnico e contextual.
Tendências para o futuro
Centros Integrados de Inteligência Cibernética deixam de ser diferenciais e se tornam pré-requisitos. Modelos Zero Trust, IA aplicada à correlação de eventos e soberania sobre dados tornam-se inevitáveis.
Minha ambição não persegue a visibilidade comum. Ela busca soberania: domínio de narrativa, consistência de entrega e permanência de influência. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
O legado para o Grupo RG Eventos
A operação da COP30 consolidou um posicionamento para o Grupo RG Eventos.
Transformar o legado da COP30 e a estrutura de cibersegurança do Grupo RG em um padrão de excelência não é retórica. É criar aquele tipo de referência que o mercado, cedo ou tarde, é obrigado a seguir. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos
O CIC da Green Zone simboliza a consolidação de uma autoridade intelectual construída ao longo do tempo, baseada em conhecimento aplicado, método rigoroso e visão estratégica.
É um movimento para consolidar uma autoridade difícil de contestar e impossível de ignorar. — José de Souza Junior, coordenador do Grupo RG Eventos






