A valorização da terra e dos bairros planejados ganha força em Santa Catarina, à medida que o consumidor busca conveniência, segurança, áreas verdes e a vida de bairro. De acordo com especialistas, essa mudança de preferência acompanha o crescimento de 20% nas vendas de loteamentos em 2025, além dos investimentos em infraestrutura e a expansão do trabalho híbrido.
Crescimento do setor de loteamentos
O mercado de loteamentos no Brasil registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) acumulado superior a 20% em 2025, conforme a Pesquisa AELO-Secovi/SP, elaborada pela Brain Inteligência Estratégica. Os dados revelam um investimento de cerca de R$ 23 bilhões em infraestrutura nos últimos cinco anos, abrangendo saneamento, energia e pavimentação.
Para Ricardo Laus, especialista em mercado imobiliário e diretor da Novo Ambiente Urbanismo, o setor de loteamentos catarinense vive uma inversão de valores. “É visível a expansão de Santa Catarina no setor de urbanismo planejado. O comportamento do consumidor mudou: ele não quer mais apenas o apartamento fechado, ele quer o quintal, mas com a conveniência da cidade grande. Estamos vendo uma troca literal do ‘rooftop’ pela terra”, afirma Laus.
O transbordamento de destinos saturados está injetando capital em bairros horizontais que oferecem o que a torre não consegue: espaço real de convivência, integração com o verde e acesso fácil a compras e serviços.
— Ricardo Laus, diretor da Novo Ambiente Urbanismo
A busca pela funcionalidade e qualidade de vida
Pesquisas da DataZAP indicam que a proximidade de comércio e serviços é um fator decisivo para 52% dos compradores. Além disso, o modelo de trabalho híbrido, adotado por 78% dos profissionais segundo o instituto Gallup, elevou a qualidade do entorno da residência a uma prioridade.
Em Santa Catarina, a região de Tijucas, estrategicamente localizada entre Florianópolis, Itapema e Balneário Camboriú, atrai empreendimentos como o Rio Parque, da Novo Ambiente. O projeto foi concebido para atender à demanda de quem trabalha em casa e busca infraestrutura de lazer e serviços, além de atrair investidores pelo alto potencial de valorização.
Infraestrutura do Rio Parque
O “bairro-parque” terá mais de 460 mil m², divididos em duas etapas, com estrutura de alto padrão focada em urbanismo sustentável. O projeto integra moradias, comércio, serviços e lazer, com destaque para um parque linear com decks, pontes e áreas de convivência, aproveitando a mata ciliar dos rios Tijucas e Oliveira.
O consumidor de hoje quer a segurança do planejamento urbano, mas com a liberdade de caminhar na rua e a facilidade de ter o comércio ao lado. É o resgate da vida de bairro, mas com a engenharia de uma cidade inteligente.
— Ricardo Laus, diretor da Novo Ambiente Urbanismo






