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IA se torna infraestrutura invisível nas empresas, aponta especialista

IA se torna infraestrutura invisível nas empresas, aponta especialista

A inteligência artificial (IA) está se consolidando como infraestrutura central para a operação das empresas, transformando a maneira como os negócios são conduzidos. De acordo com Felipe Giannetti, executivo da StackAI, essa tendência é clara: a IA deixa de ser vista como ferramenta isolada e passa a integrar o núcleo das organizações.

Adoção crescente da IA nas empresas

Em 2025, aproximadamente 88% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio. Muitas estão expandindo seus casos de uso e explorando agentes inteligentes além de projetos-piloto. Consultorias indicam que essa transição para usos mais profundos continuará a se acelerar, com as capacidades de agentes de IA se incorporando ao core dos negócios.

Três movimentos principais explicam essa mudança:

  • Modelos multimodais: A chegada de modelos que compreendem e geram texto, imagem, áudio e outros formatos de dados de maneira integrada amplia o escopo de aplicações possíveis.
  • Sistemas agênticos: A consolidação de sistemas capazes de executar fluxos completos de trabalho, como integrar dados, preencher formulários e montar relatórios, automatiza diversas partes da operação.
  • Automação inteligente: A integração nativa da automação inteligente aos softwares empresariais cria uma nova lógica de abundância operacional.

Impacto da IA na eficiência e produtividade

Essa evolução cria uma nova lógica de abundância operacional, eliminando ou reduzindo gargalos em áreas como atendimento ao cliente, análise de dados e suporte técnico. Relatórios setoriais apontam que empresas que incorporam agentes de IA em seus processos centrais observam ganhos expressivos de eficiência e produtividade.

Redesenho de processos e governança

No entanto, a transição da IA de projeto isolado para infraestrutura implica em redesenho de processos, novos modelos de governança e reconfiguração de papéis internos. Empresas que já internalizaram essa mudança estão redesenhando fluxos e revisando estruturas de gestão para obter vantagem competitiva.

Nesse novo cenário, o diferencial de mercado não é apenas “usar IA”, mas reformular o modelo de operação em torno de capacidades de inteligência artificial. Essa distinção separará as empresas que avançam no ritmo exigido pela próxima década daquelas que ainda tratam a IA como um experimento isolado.

Giannetti complementa:

2026 se desenha como um ponto de inflexão em que a IA deixa de ser percebida como funcionalidade acessória e passa a funcionar como infraestrutura estratégica de negócio.

— Felipe Giannetti, executivo da StackAI

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