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Pneumática: boas práticas otimizam eficiência e vida útil

Pneumática: boas práticas otimizam eficiência e vida útil

Boas práticas na automação pneumática podem prolongar a vida útil dos componentes e otimizar a eficiência operacional. O valor dos componentes e materiais é relevante nos investimentos, especialmente os cotados em dólar. Por isso, é crucial adotar as melhores práticas, desde a escolha dos componentes, levando em conta os requisitos: disponibilidade de máquinas, OEE desejado, eficiência energética (considerando ESG/emissão de CO2) e estanqueidade.

Sustentabilidade e estanqueidade

A sustentabilidade de sistemas e máquinas passa por garantir a estanqueidade do sistema, de modo a evitar perdas e monitorar as emissões de CO2. Para garantir a eficiência energética do sistema, deve-se definir o padrão de conexões e tubulações, seguindo o que recomendam as normas e manuais de boas práticas. Para a automação industrial com pneumática, segundo a ABNT, seria a padronização das roscas (gás tipo BSPG, rosca paralela com vedações de encosto para permitir inúmeras montagens e desmontagens) e tubos flexíveis calibrados nas medidas externas.

Medição de vazão e filtragem

Para viabilizar os inventários das emissões, junto às unidades de tratamento do ar comprimido, deve-se integrar medidor de vazão com recursos para medir as perdas e as emissões de CO2. Através dos fluxômetros, na sequência de filtragem do ar comprimido, permite-se mitigar a presença de impurezas como partículas sólidas, umidade e óleo, os quais interferem nos componentes pneumáticos. Além disso, separadores de água e filtros coalescentes eficientes são essenciais.

Hoje, já se dispõe de sistemas de filtragens que reduzem, drasticamente, as rotinas da manutenção na inspeção e limpeza de filtros e drenos. Na família de filtros e sistemas de filtragens ONE Metal Work, a filtragem do ar e do condensado remanescente acontecem quase concomitantemente, aliados ao indicador de saturação dos elementos filtrantes, reduzindo a necessidade das inspeções e limpezas de copos e filtros.

Dimensionamento correto

A seguir, deve-se fazer o correto dimensionamento para a aplicação do sistema e seus componentes, entre os quais as válvulas, tubos e cilindros. Neste caso, se o sistema for subdimensionado, a operação apresenta um constante estresse, mas por outro lado, se estiver superdimensionado perde-se em eficiência energética.

Para o dimensionamento correto dos sistemas pneumáticos aplicados em máquinas e equipamentos, recomendamos o uso do software EASY SIZER, o qual dimensiona todos os componentes, como conexões e tubulações e, assim, garante melhor performance e otimiza o consumo energético. Para as ligações mecânicas, juntas aos cilindros pneumáticos / atuadores, recomenda-se o uso de ponteiras rotulares, como compensação, de forma a melhorar o desempenho, compensando os pequenos desalinhamentos, evitando sobrecargas mecânicas, que geram desgastes prematuros de componentes e vedações. No caso do amortecimento, é relevante usar amortecedores reguláveis ou pré-calibrados, os quais permitem diminuir o impacto final de curso dos cilindros. Com esses cuidados, as hastes e vedações ficarão protegidas.

A escolha dos componentes de um sistema pneumático deve considerar os quesitos de disponibilidade em máquinas, que vem a ser MTBF, acrescido de um coeficiente, de modo a garantir alta performance e OEE. Este indicador é determinado pela norma ISO 19973, denominado indicador de confiabilidade B10d.

OEE e alta performance

Para se obter OEE e alta performance, deve-se considerar o uso da predição nos sistemas e máquinas automatizadas. Nestes casos, o sensoriamento se torna estratégico, integrado com as ilhas de válvulas, com recursos IOT para registrar, armazenar e tratar dados, via sensores monitorando os estados dos elementos do sistema de modo a se antecipar os possíveis eventos indesejados, bem como diagnósticos em tempo real dos sistemas, nos conceitos da manutenção preditiva.

Neste contexto aqui descrito, seguem os conceitos de base da automação industrial na era da quarta revolução industrial, onde as tecnologias habilitadoras, quando integradas à automação industrial convencional permitem saltos de produtividade com sustentabilidade.

— Hernane Cauduro, diretor da Metal Work Pneumática do Brasil

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