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Big Data: Brasil ter maior plataforma imobiliária da América do Sul

Big Data: Brasil ter maior plataforma imobiliária da América do Sul

O Brasil agora detém a maior plataforma de Big Data do mercado imobiliário da América do Sul. A validação do Observatório Imobiliário por um comitê de oito estados marca um avanço significativo para o setor.

Lançamento em abril

O Sistema COFECI-CRECI, em parceria com a UFSC/FEPESE, oficializou a plataforma que monitorará um mercado que movimentou R$ 254,8 bilhões em VGV em 2025, representando cerca de 17% do PIB nacional. O lançamento oficial, com os primeiros dados, está previsto para abril.

A saber, o mercado imobiliário do litoral norte de Santa Catarina (SC) encerrou 2025 como líder no preço médio do metro quadrado no país. Além disso, estabeleceu um novo benchmark de valor global para ativos imobiliários brasileiros. Em Balneário Camboriú, apartamentos triplex no futuro Senna Tower já alcançam R$ 300 mil/m², com unidades exclusivas de até R$ 300 milhões.

Validação e Imersão Técnica

Em Florianópolis, representantes da Comissão Gestora validaram a estrutura técnica do Observatório Imobiliário. Este projeto inédito no país é realizado pelo Sistema COFECI-CRECI, com operação da FEPESE, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Líderes do Amapá, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco participaram da imersão técnica.

Objetivos do Observatório Imobiliário

O projeto visa centralizar informações e pesquisas sobre o setor imobiliário e da construção civil, que juntos representam cerca de 17% do PIB nacional. Conforme João Teodoro, presidente do Sistema COFECI-CRECI, o Observatório Imobiliário nasce como um instrumento de leitura ampla do mercado. “A iniciativa representa um passo importante na evolução do sistema e do setor, ao estruturar uma base nacional capaz de qualificar informações e decisões”, reforça.

Apesar da existência de diversos instrumentos de precificação, faltava uma estrutura de abrangência nacional, com método e capacidade de dialogar com organismos internacionais. Inédito no país, o OBI tem como princípio beneficiar toda a cadeia do mercado imobiliário.

— João Teodoro, presidente do Sistema COFECI-CRECI

Marcelino Ito, superintendente da FEPESE, destacou que o projeto opera com princípios rigorosos de governança, anonimização irreversível dos dados e filtros estatísticos para eliminar distorções. “Não lidamos com pessoas ou empresas individualmente. Trabalhamos com estatísticas agregadas e em total conformidade com a LGPD”, afirmou.

Foco e Operação

O Observatório Imobiliário não terá caráter fiscalizatório nem será utilizado para monitorar honorários ou práticas individuais. O foco é a produção de inteligência de mercado com base científica, capaz de apoiar decisões econômicas. O website será lançado em abril, juntamente com o Instagram do OBI: @obi_brasil.

Mercado Imobiliário em Ascensão

Além de um mercado historicamente resiliente, pesquisas no segundo semestre de 2025 apontaram que 48% dos brasileiros pretendem adquirir imóveis em até dois anos no país. A Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) se destaca, com 61% projetando a compra da casa própria nos próximos 24 meses (CIBIC).

A Geração Z já nasceu conectada e exige imediatismo. Eles não consomem o mercado imobiliário como seus pais; eles exigem dados organizados e de fácil acesso em tempo real e transparência total que pode ser acessada pelo notebook, pelo Ipad ou pelo celular. A adesão desse jovem à compra de imóveis força o setor a se modernizar e evoluir ao trazer métricas auditáveis.

— Celso Raimundo, diretor do OBI e do Sistema COFECI-CRECI

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