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Baterias de carros elétricos mantêm durabilidade com recarga rápida, diz estudo

Baterias de carros elétricos mantêm durabilidade com recarga rápida, diz estudo

Um novo estudo da Geotab, líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados, revelou dados importantes sobre a durabilidade das baterias de carros elétricos. A análise, baseada em dados de mais de 22,7 mil veículos, indica que, mesmo com o aumento da popularidade da recarga rápida, a degradação média das baterias permanece relativamente baixa, em torno de 2,3% ao ano.

Impacto da recarga rápida na degradação

A pesquisa aponta que o uso frequente de corrente contínua (DC) acima de 100 kW pode acelerar o desgaste das baterias, chegando a uma taxa de até 3,0% ao ano. No entanto, a gerente sênior de Mobilidade Sustentável da Geotab, Charlotte Argue, ressalta que a integridade das baterias permanece elevada.

A integridade das baterias permanece elevada, mesmo com o avanço das recargas rápidas e a maior intensidade de uso dos veículos. Nossos dados mais recentes indicam que a durabilidade ainda supera os ciclos de substituição normalmente previstos no planejamento das frotas.

— Charlotte Argue, gerente sênior de Mobilidade Sustentável da Geotab

Além disso, Argue complementa que os hábitos de recarga passaram a ter um impacto direto nos índices de degradação, abrindo espaço para estratégias mais inteligentes de redução de riscos a longo prazo.

Potência da recarga e outros fatores

A análise da Geotab também destaca que o nível de potência da recarga se consolidou como o principal fator operacional associado ao envelhecimento das baterias. Veículos que utilizam frequentemente a recarga rápida em corrente contínua (DC) acima de 100 kW apresentam um desgaste mais acelerado, com uma média de até 3,0% ao ano. Em contrapartida, aqueles que carregam predominantemente em corrente alternada (AC) ou em potências mais baixas registram uma taxa de около 1,5% ao ano.

Outros fatores, como o clima, também influenciam a taxa de degradação, embora com um efeito mais discreto. Em regiões mais quentes, a degradação foi, em média, 0,4 ponto percentual mais alta a cada ano em comparação com áreas de clima mais ameno. Contudo, a recarga em alta potência continua sendo o fator de maior impacto sobre o ritmo de envelhecimento das baterias.

Flexibilidade na rotina de recarga

Os dados do levantamento indicam que não é necessário adotar regras muito rígidas para a recarga no dia a dia. Veículos que operam com maior variação no nível de carga ao longo do tempo não apresentaram um aumento relevante na degradação. O desgaste tende a aumentar quando o veículo permanece por longos períodos com a bateria próxima de 100% (totalmente carregada) ou muito perto do nível mínimo (quase vazia).

Além disso, veículos com uso diário mais intenso registraram uma degradação um pouco mais rápida, cerca de 0,8% ao ano, em comparação com os de uso mais leve. No entanto, esse efeito é considerado modesto e, em muitos casos, é compensado pelos ganhos operacionais e financeiros de manter o veículo em atividade.

Para frotas, o foco deve ser o equilíbrio. Sempre que possível, vale optar pela menor potência de recarga compatível com a operação. Isso pode ajudar a preservar a saúde da bateria no longo prazo, sem comprometer a disponibilidade do veículo.

— Charlotte Argue, da Geotab

O que é degradação da bateria?

A degradação é um processo natural que reduz, ao longo do tempo, a quantidade de energia que uma bateria consegue armazenar. A condição da bateria é medida pelo estado de saúde (State of Health – SOH). As baterias começam a vida com 100% de SOH e se deterioram gradualmente. Como referência, uma bateria de 60 kWh operando a 80% de SOH passa a se comportar, na prática, como uma bateria de 48 kWh.

Os dados da Geotab mostram que, embora as taxas variem por modelo, comportamento de carregamento e padrão de uso, a maior parte das baterias permanece adequada para uso por muito mais tempo do que o período em que os veículos costumam permanecer nas frotas.

Telemetria e a saúde da bateria

Indicadores confiáveis sobre a saúde da bateria, apoiados por dados de telemetria, ajudam frotas a extrair mais valor de veículos elétricos. Segundo o levantamento da Geotab, essas informações permitem estimar a capacidade real disponível, acompanhar a degradação ao longo do tempo e ajustar o desempenho e a estratégia de recarga ao longo da vida útil do veículo.

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